Linda Martins, 18, Salvador. Livros (os que leio e os que escrevo), cristianismo, estudos aleatórios e comida definem minha vida. Em constante evolução.

ENTREVISTA
Rudson Xaulin

RESENHA
Um beijo inesquecível

AUTORAIS
Baed

7.5.16

Doenças literárias


Então, como eu estava disposta a fazer um post sobre livros - sem que fosse mais uma resenha, apesar de estar devendo várias -, decidi fuçar blogs avulsos e encontrei uma tag super criativa no blog Beco Literário entitulada "Doenças Literárias". Trata-se de uma série de questões que associam uma doença a uma experiência literária que terei que contar a vocês. Ela é meio antiga, mas como nunca fiz, esse é o momento.

  • DIABETES: UM LIVRO MUITO DOCE; 
Então, o livro mais doce que já li - doce até demais - que me vem a cabeça no momento é Perdida, da Carina Rissi. É aquele livro com um cenário típico de século XVIII, com um protagonista masculino que tem todos os atributos sonhados pelo mulheril, em que o casal se apaixona e vive feliz para sempre, apesar de alguns altos e baixos, como nos filmes da sessão da tarde. É bobinho? É, mas de vez em quando esse tipo de leitura leve é necessária. 

  • CATAPORA: UM LIVRO QUE VOCÊ LEU UMA VEZ PARA NUNCA MAIS NA VIDA;
Apesar da conotação negativa empregada nessa questão, o livro que vou citar aqui não é, de forma alguma, um livro ruim ou que tenha me proporcionado uma leitura desastrosa. Não, muito pelo contrário, o livro é ótimo e o único motivo que me leva a citar ele aqui é a minha incapacidade de reler a obra. Mas o livro não foi bom? Sim, claro, virei noite lendo ele, mas quando fui pegar pra ler de novo, desanimei, por razões desconhecidas. O livro é Stolen, da Lucy Christopher, fala sobre um tema pouco discutido, tem uma narração envolvente, personagens bem construídos, enfim... tudo apontando para a perfeição, mas simplesmente não consigo ler de novo. 

  • INFLUENZA A: UM LIVRO CONTAGIOSO;
Na verdade é uma trilogia. Quando eu li Hunger Games, as pessoas ainda não conheciam o livro e o filme - ainda o primeiro - não tinha alcançado tanto sucesso aqui no Brasil, o que significa que quase ninguém na minha roda de amigos tinha ideia do que se tratava. Um ano depois, todo mundo estava lendo e comentando sobre, e como eu era a única que tinha terminado a trilogia, o que aconteceu foi: sim, spoilers gratuitos. 

  • INSÔNIA: UM LIVRO QUE VOCÊ VIROU A NOITE LENDO;
Foram muitos os livros que eu virei a noite lendo, na verdade, mas eu vou colocar esse aqui porque eu estou sempre relendo quando eu não tenho nada para fazer e não estou querendo dormir: Por um Beijo, da série dos Bridgerton. Sim, os Bridgerton! Mais do que o enredo, os personagens são ótimos, tanto principais quanto secundários, e há algo como um vínculo muito pessoal entre mim e essa leitura. 

  • AMNÉSIA: UM LIVRO QUE VOCÊ LEU E NÃO SE LEMBRA;
Eu não me lembro porque faz muitos anos que eu li e não foi uma obra que marcou minha vida, apesar de ter gostado da leitura. Foi o Nada dura para sempre, do Sidney Sheldon, e a única coisa que lembro do livro é que a protagonista era médica e se chamava Paige (eu acho). 

  • ASMA: UM LIVRO QUE TE TIROU O FÔLEGO; 
Esse livro me tirou o fôlego muito mais no sentido físico do que em qualquer outro. Um fator que eu gostei muito em Legend, da Marie Lu (o primeiro da série), foi a forma como ela descrevia as cenas, figurinos e objetos à volta dos personagens, mas a narrativa era tão rápida e eu estava tão curiosa para saber o que acontecia no final que, por vezes, eu tive que parar e dizer: "calma, vai devagar" para mim mesma. 

  • MÁ NUTRIÇÃO: UM LIVRO QUE VOCÊ ESQUECEU-SE DE COMER PARA LER; 
Eu atrasei algumas horas para comer quando estava lendo A Elite, da Kiera Cass, muito mais porque eu estava tão nervosa e irritada com a indecisão da América e todo o triângulo amoroso no qual ela estava envolvida que eu não consegui fazer mais nada a manhã toda a não ser ler e resmungar. 

  • DOENÇA DE VIAGEM: UM LIVRO QUE TE LEMBRE/RELACIONE COM ALGUMA VIAGEM.
O Guardião de memórias sempre me lembra a casa da minha tia, por causa da área verde, do pôr do sol e da cadeira de balanço. Esse livro segue uma linha mais reflexiva, com uma narração calma e poucos fatores exteriores e isso combina com esse tipo de lugar mais contemplativo.