Linda Martins, 18, Salvador. Livros (os que leio e os que escrevo), cristianismo, estudos aleatórios e comida definem minha vida. Em constante evolução.

ENTREVISTA
Rudson Xaulin

RESENHA
Um beijo inesquecível

AUTORAIS
Baed

6.8.14

[RESENHA] A Sir Phillip, com amor

É possível apaixonar-se por alguém a quem não se viu nunca? Eloise e Phillip estão a ponto de descobri-lo. Ela, a pequena da família Bridgerton, vai a casa dele quando, depois de um ano de amizade por carta, recebe sua surpreendente oferta de matrimônio. Eloise está disposta a acabar com seu celibato, mas seu sonhado pretendente não encaixa com a imagem do homem que a espera: não só é rude e introvertido, muito diferente dos cavalheiros londrinos com quem está acostumada, mas sim - algo que esqueceu de mencionar em suas cartas- tem duas crianças de oito anos que, desde a morte de sua mãe, converteram-se em autênticos diabos. Mas Eloise é uma Bridgerton, e não se rende facilmente: não se criou com sete irmãos para deixar-se vencer agora por dois pequenos malcriados. Phillip, por sua parte, somente queria uma esposa e uma mãe para seus filhos, mas a aparição de Eloise lhe promete muito mais: um futuro cheio de paixão e emoções... e o final da vida tranquila e sossegada que, até recentemente, confundia com a felicidade.
Oláááá!
Então, finalmente, voltei às resenhas! E voltei a resenhar a série "Os Bridgerton" também, depois daquela pausa para resenhar "Perdida". Enfim, a verdade é que estou com uma pilha de livros acumulados que ainda não resenhei, mas que vou resenhar, pouco a pouco. O quinto livro da série foca em Eloise Bridgerton, que apesar de não ser a minha favorita,é uma personagem tão encantadora como todos os seus irmãos.

A princípio, a forma como Eloise e Phillip se conhecem faz com que a gente pense "nossa, como a Eloise pode ser tão ingênua?!", mas então venho aqui para lembrar-lhes de levar em consideração a cronologia da estória. Eloise troca cartas com Phillip, que até então é um desconhecido, e se hoje em dia existem pessoas que marcam encontros com gente que mal conhece, quem dirás uma moça "boba" e inocente do século XVIII?!

A Eloise se manteve bem apagada nos livros anteriores - e posteriores - a esse, portanto ninguém dá muita atenção a ela. Até então, a quinta Bridgerton estava decidida a não se casar, mas não por oposição pessoal ao casamento e sim, porque simplesmente não havia aparecido ninguém que a interessasse. Eloise aceitava a condição de "solteirona" como um destino e não se importava com isso, até que sua melhor amiga, Penelope (vide Os Segredos de Colin Bridgerton), contra todas as expectativas, casou-se. Para falar a verdade, Eloise estava completamente acomodada a sua posição, porém o casamento da amiga e o distanciamento que isso trouxe a fez se sentir sozinha, o que a tirou de uma "zona de conforto".

Eu tinha minhas dúvidas em relação ao Phillip, não apenas pelos seus modos, digamos, pouco simpáticos, mas também pelo seu pedido de casamento repentino. O livro nos mostra, pouco a pouco, o passado e o antigo casamento de Phillip, e é exatamente aí, onde o drama, sempre presente nas obras de Julia Quinn, aparece. Phillip era infeliz e não sabia lidar de jeito nenhum com seus filhos malcriados, sendo que a sua rebeldia se explicava totalmente pela carência de atenção do pai.

Os irmãos mais velhos - e o mais novo, Gregory - aparecem em alguns pontos do livro para trazer o bom e velho humor. O explosivo Anthony, o quieto Benedict e o extrovertido Colin nos rende alguns risos e sorrisos toda vez que aparecem. Eloise vem de fato, para arrumar a casa e o que seria um casamento por conveniência, acaba se transformando, gradualmente, em um recíproco amor. Julia Quinn não decepciona e traz personagens secundários tão interessantes quanto os principais; devo confessar a vocês que senti saudade das narrações de Lady Whisltedown, porém, a sarcástica Lady Danbury aparece algumas vezes para me consolar um pouco.

Querido sir Phillip:
Muitíssimo obrigada pela preciosa flor imprensada. Quando apareceu suas belas pétalas pelo
envelope foi uma surpresa encantadora. E também uma perfeita lembrança para
minha querida Marina.
Entretanto, não pude evitar me fixar em sua habilidade com a nomenclatura em latim da flor. É botânico?
Afetuosamente,
Senhorita Eloise Bridgerton
Acabar a carta com uma pergunta não tinha sido casualidade.
Agora o pobre teria que lhe responder.