Linda Martins, 18, Salvador. Livros (os que leio e os que escrevo), cristianismo, estudos aleatórios e comida definem minha vida. Em constante evolução.

ENTREVISTA
Rudson Xaulin

RESENHA
Um beijo inesquecível

AUTORAIS
Baed

29.3.14

[RESENHA] O visconde que me amava



A temporada de bailes e festas de 1814 acaba de começar em Londres. Como de costume, as mães ambiciosas já estão ávidas por encontrar um marido adequado para suas filhas. Ao que tudo indica, o solteiro mais cobiçado do ano será Anthony Bridgerton, um visconde charmoso, elegante e muito rico que, contrariando as probabilidades, resolve dar um basta na rotina de libertino e arranjar uma noiva.
Logo ele decide que Edwina Sheffield, a debutante mais linda da estação, é a candidata ideal. Mas, para levá-la ao altar, primeiro terá que convencer Kate, a irmã mais velha da jovem, de que merece se casar com ela.
Não será uma tarefa fácil, porque Kate não acredita que ex-libertinos possam se transformar em bons maridos e não deixará Edwina cair nas garras dele.
Enquanto faz de tudo para afastá-lo da irmã, Kate descobre que o visconde devasso é também um homem honesto e gentil. Ao mesmo tempo, Anthony começa a sonhar com ela, apesar de achá-la a criatura mais intrometida e irritante que já pisou nos salões de Londres. Aos poucos, os dois percebem que essa centelha de desejo pode ser mais do que uma simples atração.
Considerada a Jane Austen contemporânea, Julia Quinn mantém, neste segundo livro da série Os Bridgertons, o senso de humor e a capacidade de despertar emoções que lhe permitem construir personagens carismáticos e histórias inesquecíveis.
Mais uma vez vou reclamar sobre as sinopses enormes, coisa que pelo visto, vou fazer em todas as resenhas dessa série; só para deixar claro, de início, digo que este é o meu livro favorito e Anthony é o meu Bridgerton favorito (até agora, visto que já li até o livro 5 da série).

Então, eu me sinto um pouco contrariada comigo mesma porque decidi que preciso ler pelo menos alguma distopia clássica, daquelas que me dariam uma ressaca, só para ter o prazer de passar o que passei lendo Admirável Mundo Novo, mas é que eu simplesmente não consigo largar os Bridgertons! Então não se alarmem quando o que virem neste blog for um monte de resenhas sobre romances da Julia Quinn, porque será isso que eu lerei até Deus sabe quando.

Quem leu o primeiro livro da série (olha a resenha aquiii heheh), deve ter percebido que Anthony Bridgerton é um dos mais estourados, ou até o mais estourado dos homens Bridgerton e talvez seja isso que me fez gostar tanto dele, porque eu simplesmente não parava de rir toda vez que ele dava um chilique. Apesar de todo o humor e os diálogos alegres, O visconde que me amava tem sua carga dramática, assim como todos os livros da série, porém, em níveis diferentes. O que me fez gostar muito da Julia Quinn é que diferente de algumas séries desse gênero, ela conseguiu construir personagens e romances bem distintos, então você nunca vai ter a sensação de estar sempre lendo o mesmo livro.

O drama desta estória, que no livro antigo estava focado mais no Simon, agora está no Anthony. A gente percebe que a morte de seu pai o afetou bastante, que Anthony o admirava tanto a ponto de achar que nunca podia ser um homem melhor que ele ou viver mais do que ele. Ele realmente acreditava que não conseguiria viver mais que seu pai, então, para não magoar ninguém, ele decide casar-se com alguém que ele não ama e que não ama a ele, apenas com o intuito de deixar herdeiros na terra.

Como a própria sinopse já diz, Edwina Sheffield é a escolhida para ser sua noiva. O problema é que há sua irmã, a considerada solteirona pela sociedade, Kate Sheffield; vou contar para vocês que eu amei a Kate, até agora tem sido minha personagem favorita. Apesar de não se sentir bem com algumas coisas, ela abre mão de suas vontades para fazer o que acha melhor para sua irmã, ou simplesmente para fazer o que lhe é conveniente. Kate é muito competitiva e esse não é a única coisa que o casal em questão tem em comum, visto que o temperamento explosivo de ambos nos rendem muitas brigas engraçadas.

Kate também tem os seus problemas e segredos guardados, medos que vão sendo vencidos e as vezes dá uma raivinha do Anthony pela sua teimosia, sua determinação em não se abrir com ninguém. Ele toma todo o peso de cuidar da família e dos negócios sozinho, sem compartilhar com ninguém, e as vezes o que eu, como leitora, só queria era que ele compartilhasse seus traumas com Kate. É interessante ver isso, a sensação é parecida em relação ao primeiro livro, quando Anthony vai se abrindo aos poucos e contando seus problemas a ela.

Há ainda a tão tão querida Lady Whistledown e vou confessar mais uma coisa para vocês: eu já sei quem é ela hohoho. Lógico que não vou soltar esse spoiler aqui, mas eu achava que esse segredo só seria revelado no final da série, mas me surpreendeu descobrir isso bem no meio. Só avisando que isso não será revelado neste livro, na verdade eu não deveria falar sobre isso aqui, mas não me contive hahaha. Eu continuo amando e super recomendando a série "Os Bridgerton". Não vou nem falar sobre o quanto eu gostei dessa capa....