Linda Martins, 18, Salvador. Livros (os que leio e os que escrevo), cristianismo, estudos aleatórios e comida definem minha vida. Em constante evolução.

ENTREVISTA
Rudson Xaulin

RESENHA
Um beijo inesquecível

AUTORAIS
Baed

16.1.14

[RESENHA] Prodigy

Prodigy
Os opostos perto do caos. Depois que um cataclismo atingiu o planeta Terra, extinguindo continentes inteiros, os Estados Unidos se dividiram em duas nações em guerra: a República da América, a oeste, e as Colônias, formadas pelo que restou da costa leste da América do Norte. June e Day, a menina prodígio e o criminoso mais procurado da República, já estiveram em lados opostos uma vez.
Agora eles têm a oportunidade de lutar lado a lado contra o controle e a tirania da República e, assim, alterar para sempre o rumo da guerra entre as duas nações. Resta saber se estão preparados para pagar o preço que as transformações exigirão deles.

Antes de tudo, eu tenho que dizer: EU AMEI ESSA CAPA! Ok, já posso começar a resenha. Há tempos que eu estava louca para ler esse livro, apesar de Legend não ter virado minha distopia favorita, e digo uma coisa para você, que estiver lendo isso e não gostou muito de Legend: Leia Prodigy. Sério. Digo isso por que, apesar de ter gostado muito da leitura, tive as minhas críticas em relação ao primeiro livro.

Prodigy começa exatamente onde o primeiro livro termina, nos apresentando a fuga de Day e June de Los Angeles para Las Vegas. Day se mostra mais traumatizado em relação a tudo o que aconteceu em Legend, principalmente por causa de um fato que se eu revelar aqui será um grande spoiler do primeiro livro. June também sofre as consequências emocionais, porém, diferente de Day, ela sabe se controlar e focar no que realmente importa naquele momento. Eu gosto disso nela, a forma como ela canaliza seus sentimentos e não deixa que eles influenciem suas atitudes.

Las Vegas é uma cidade militar e ainda mais perigosa do que Los Angeles, o que nos leva a pensar: "Por que dois fugitivos da República iriam justamente para lá?" A resposta: Os Patriotas. Quem leu o primeiro livro, deve saber que Day já tinha recebido uma proposta de se unir aos Patriotas, proposta essa que ele recusou. Agora, o cenário muda, Day está gravemente ferido na perna e eles são sua única esperança.

O interessante de Prodigy, é que ele mostra o que aconteceu com o resto do mundo, coisa que fica um pouco de lado em algumas distopias que já li. A Antárdida derreteu completamente e se tornou uma potência. Tal derretimento inundou países e - como a própria sinopse diz - continentes inteiros foram extintos. Só para vocês terem uma noção: O Brasil se reduziu a uma pequena ilha triangular, uma das poucas nações da América do Sul que restaram.

O relacionamento entre Day e June se torna muito conturbado no decorrer da estória. June, apesar de ter traído a República, ainda é a garota prodígio, o que gera desconfianças por parte dos rebeldes e em alguns momentos, do próprio Day. Day começa a ver, através de June, que nem tudo é o que parece e descobre que aqueles no qual ele depositava toda sua confiança são os verdadeiros inimigos no final das contas.

Além dos novos personagens, alguns personagens secundários ganham maior destaque nesse livro, como por exemplo, Kaede e Tess. Eu não gostava dela em Legend, mas passei a simpatizar em Prodigy. Já a última, caiu um pouco no meu conceito. Tess mostra os seus reais sentimentos para Day e tenta - de forma muito egoísta - convencê-lo de que June não serve para ele.

"A simples lembrança do seu nome me faz respirar com dificuldade. Fico quase constrangido com minha reação. June e eu somos uma boa dupla? 'Não' é a primeira palavra que me vem à cabeça. Mesmo assim..."

Prodigy foi uma leitura muito melhor para mim do que Legend. As cenas de ação continuam ótimas e super detalhadas e confesso que fiquei uma noite sem dormir, simplesmente porque não conseguia desgrudar do livro. Quando você pensa que as coisas vão finalmente se resolver, há uma descoberta no final que faz o gancho para o próximo. Foi uma leitura rápida e prazerosa, que com certeza, me encheu de expectativas para Champion.