Linda Martins, 18, Salvador. Livros (os que leio e os que escrevo), cristianismo, estudos aleatórios e comida definem minha vida. Em constante evolução.

ENTREVISTA
Rudson Xaulin

RESENHA
Um beijo inesquecível

AUTORAIS
Baed

22.12.13

[RESENHA] Retrato do meu coração


Retrato do Meu Coração
No passado, a desengonçada Maggie Herbert vivia às turras com os meninos, entre os quais o futuro duque de Rawlings, mas tudo se resumia a provocações e brigas. Agora adultos, eles se reencontram. Porém tudo parece conspirar contra a paixão recém-descoberta. Será que os jovens conseguirão vencer preconceitos - dos outros e os próprios - em nome do amor?



Como todo mundo deve saber, eu li  A Rosa do inverno (resenha aqui) faz um certo tempo. Então, viajando pelo vasto mundo da internet, acabei encontrando o segundo livro da série Rawlings, de Patricia Cabot, Retrato do meu coração. Para quem leu A Rosa do inverno e gostou, vai amar este livro também, e quem ainda não leu, sugiro que leia.

Enfim, vamos ao foco deste post. Retrato do meu coração, trás antigos e novos personagens, e na questão do romance ele pode lembrar um pouco o livro citado anteriormente. A estória agora gira em torno do duque de Rawlings, Jeremy, que ainda era uma criança no livro anterior. A Rosa do inverno faz uma breve menção as brincadeiras de Jeremy e Maggie Hebert, e pode ser que você talvez não tenha prestado muita atenção a esse ponto do livro, mas, ele é o gancho para o próximo. O fato é que as crianças cresceram e uma paixão entre os dois começa a surgir.

Jeremy, sobrinho da tão querida Pegeen, é um homem agora, e seu comportamento lembra muito seu tio Edward e seu pai John. Rebelde, briguento e um verdadeiro libertino, Jeremy é expulso de três grandes faculdades inglesas (inclusive Oxford) e recebe um belo puxão de orelhas do seu tio logo nas primeiras páginas do livro. Não falarei sobre como Pegeen e Edward estão agora com o passar do tempo, vocês terão que ler o livro e descobrir. O fato é que o duque de Rawlings volta para casa e se surpreende ao ver que sua amiga de infância se tornou uma bela mulher.

Maggie também se surpreende com o reencontro. Ao tentar fazer uma de suas brincadeiras de infância com ele, fica espantada ao ver o quanto os dois se atraem um pelo outro. Há traços de Pegeen na personagem de Maggie. Ambas eram mulheres além de seu tempo e a filha mais nova dos Hebert tinha talento para pintura e queria estudar arte em Paris, indo contra os princípios conservadores da família, de que mulher deveria viver para cuidar do marido e filhos.

... tinham sido quatro dias de trabalho febril, durante os quais não tinha permitido que ninguém visse o que estava fazendo, nem sequer Berangére ou madame Bonheur. Fazia pouco que tinha conhecido Augustin, e Maggie tinha acreditado que talvez, se pintasse Jeremy, conseguiria apartá-lo de sua mente e de sua vida.

O romance entre Maggie e Jeremy se assemelha muito ao de Pegeen e Edward, principalmente em relação às brigas e a tensão sexual que ronda os dois. Os fatos são diferentes, a estória é diferente, mas, a essência do romance continua sendo a mesma, com a exceção de que Maggie se mostra mais insegura do que Pegeen. Apesar disso, não achei o romance repetitivo e ainda ri com as brigas entre e os dois e os acessos de raiva de Jeremy.

Outros personagens surgem e alguns dos antigos ganham destaque maior, especialmente Anne Hebert. Nós começamos a ver uma nova face de Anne, que não é mostrada no livro anterior. Em A Rosa do inverno, Anne Hebert era sempre fofa e boa com todo mundo, apesar de sua enoooorme insegurança, mas, Retrato do meu coração mostra o quanto ela pode ser má e injusta com alguns, principalmente com a irmã mais nova.

Retrato do meu coração foi uma ótima leitura para mim, foi ótimo reviver a estória dos Rawlings que eu gostei tanto no livro anterior. Eu continuo sendo toda elogios em relação a Patricia Cabot e digo que seus livros, pelos romances leves e divertidos é uma ótima sugestão para quem quer sair da ressaca.