Linda Martins, 18, Salvador. Livros (os que leio e os que escrevo), cristianismo, estudos aleatórios e comida definem minha vida. Em constante evolução.

ENTREVISTA
Rudson Xaulin

RESENHA
Um beijo inesquecível

AUTORAIS
Baed

21.9.13

[RESENHA] Insurgente

Na Chicago futurista criada por Veronica Roth em Divergente, as facções estão desmoronando. E Beatrice Prior tem que arcar com as consequências de suas escolhas. Em Insurgente, a jovem Tris tenta salvar aqueles que ama - e a própria vida – enquanto lida com questões como mágoa e perdão, identidade e lealdade, política e amor.

Eu finalmente, finalmente consegui ler esse livro! Confesso que eu tinha lido metade dele antes de ser lançado no Brasil, numa tradução feita na tão vasta internet. Mas então fiquei todos esses meses ansiando para terminar essa leitura e finalmente, consegui. A palavra que uso para resumir toda a emoção e o estado em que eu fiquei a cada página virada é: eletrizante.

Se você ainda não leu a resenha de Divergente que fiz aqui no blog PARE DE LER ISSO AGORA MESMO E VÁ LER A RESENHA AQUI! Enfim, continuando, a parte difícil de resenhar a sequência de uma trilogia é o cuidado extremo que terei em não soltar spoilers. Insurgente começa exatamente onde parou, o que é bom, afinal de contas, é super chato quando você fica roendo as unhas para saber o que vai acontecer no próximo livro e depois percebe que a estória continua 165635656955 anos depois.

As facções agora estão desmoronando e Tris se sente desnorteada por ter perdido algumas pessoas que amava. Mas agora ela não tem tempo para lamentações, afinal, há pessoas morrendo lá fora e muita coisa a ser feita. O que, no livro anterior era segredo, agora está revelado a todos. Tris é uma divergente, e ela precisa usar isso não apenas para salvar sua vida como a vida de toda sua facção. Fugitiva e com metade da Audácia sujeita a ter suas mentes controladas, a protagonista toma importantes decisões, algumas delas tão corajosas que ultrapassam a linha da estupidez.

E é assim que me sinto: Amarrando cada parte do meu corpo como um cadarço. Sinto-me sufocada, mas ao menos, me sinto forte.

Tobias, por sua vez, tem o próprio desafio de lidar com a presença constante de seu pai, Marcus. Para quem leu o primeiro livro, deve saber o porquê dessa enorme dificuldade em suportar ele. Muitas brigas o envolvem e as pessoas começam a questioná-lo sobre a sua real coragem, coisa obrigatória aos integrantes da Audácia. Não é só os personagens centro, como nós, leitores, vamos percebendo que a Audácia não é uma facção tão admirável quanto costumava parecer. Na verdade, eles são tão desunidos que se tornam alvos fáceis da manipulação e controle da Erudição

O interessante em Insurgente, é perceber que não só Tris como seu relacionamento com Tobias vai amadurecendo no decorrer da estória. Os dois tem brigas constantes, mas isso de certa forma, vai contribuir para a futura estabilidade do casal. As cenas de ação são muito mais presentes e emocionantes em relação ao primeiro livro e há muita coisa além da segurança e manutenção das facções em Chicago. Há também uma revelação surpreendente no final do livro que obviamente não vou contar porque se não vai ser um spoiler dos grandes, mas que faz uma boa conexão para o terceiro livro.

Para mim, Insurgente foi muito melhor do que o primeiro livro em todos os sentidos. Há muito mais ação e valores envolvidos. Mesmo nas atitudes insensatas que Tris toma ao longo do livro, não é muito fácil manter uma raiva prolongada por ela. Beatrice Prior na verdade é uma adolescente lidando bravamente com um mundo distópico e todo o horror que ele proporciona. E aos poucos, no meio de todo esse sofrimento, ela vai aprendendo a lidar com seus traumas, medos e defeitos.