Linda Martins, 18, Salvador. Livros (os que leio e os que escrevo), cristianismo, estudos aleatórios e comida definem minha vida. Em constante evolução.

ENTREVISTA
Rudson Xaulin

RESENHA
Um beijo inesquecível

AUTORAIS
Baed

4.9.13

[RESENHA] Cilada


"A verdade está em algum lugar entre os dois extremos. E esse é o problema. Os extremos são bem mais fáceis."

"Cilada" já é um nome, digamos que, tenso. O livro, mais ainda. Harlan Coben nos traz uma estória cheia de intrigas, armações e literalmente, ciladas. O que mais gosto nisso é que o livro é um verdadeiro suspense policial, daqueles  que você não tem ideia do que pode acontecer depois. A trama é ambientada nos EUA e nos apresenta em seu prólogo Dan Mercer, sua ida até a misteriosa casa de porta vermelha e o fato surpreendente que acontece depois. Logo após, o livro – que é narrado em terceira pessoa – foca em Wendy Tynes, a jornalista de um programa sensacionalista que caçou um suposto pedófilo. E esse pedófilo é nada mais, nada menos que Dan.

Ao mesmo tempo, outros personagens entram em cena e um caso de desaparecimento promete tirar o sono do investigador Frank Tremont. Haley McWaid, uma adolescente estudiosa, dedicada, amável e exemplar some por meses sem deixar nenhuma pista de seu paradeiro. O caso tem repercussão nacional e Tremont precisa lidar com toda a pressão exercida por todos para que encontre logo a garota. No meio de toda essa confusão, Dan é assassinado e Wendy começa a se perguntar "Será que ele era mesmo um pedófilo?" e todo o quebra-cabeça começa.

No decorrer do livro você percebe o quanto todos esses personagens e casos estão interligados. Todo mundo faz parte de um enorme quebra-cabeça. E Wendy precisa desvendar o enigma.
Cilada é mais um daqueles livros que te faz devorá-lo em uma noite, por que você fica louco para saber qual o desfecho de tudo isso e cada capítulo é mais surpreendente que o outro. Eu fiquei super ansiosa em fazer essa resenha e contar para vocês o quanto eu amei esse livro e o quanto eu gostei da escrita do Harlan Coben. Até mesmo no final do livro, quando você pensa que tudo já foi descoberto, há um acontecimento novo.

"Pensei: para quê? Ficar alimentando o ódio tem seu preço, sabe? A gente perde a noção daquilo que realmente importa."
O livro tem muitos personagens, mas Harlan não cometeu o famoso erro que muitos autores cometem com estórias assim: muitos personagens, pouco desenvolvimento. Pelo contrário, cada um ali tem bem as suas características e o porquê de estarem ali. Confesso que tentei desvendar o mistério de Cilada, mas não consegui. A estória é realmente imprevisível. E para terminar essa resenha, deixo aqui a minha pergunta: Alguém conseguiu ter pelo menos uma noção do desfecho desse livro? Arrisco dizer que não.