Linda Martins, 18, Salvador. Livros (os que leio e os que escrevo), minimalismo, estudos aleatórios e comida definem minha vida. Em constante evolução. Se você for suficientemente observador, verá que esta bio é diferente da bio do ano passado.

ENTREVISTA
Rudson Xaulin

RESENHA
Um beijo inesquecível

AUTORAIS
Baed

1.12.14

[RESENHA] E o vento levou




Um relato apaixonante sobre a guerra civil norte-americana, a aristocracia sulista que ela abala e transforma, e a coragem de uma mulher que nunca se deixou vencer. Conheça a linda e tempestuosa Scarlett O Hara e o irresistível Rhett Butler, que a ama ao longo de todas as suas provações. Conheça a doce Melanie, o honesto Ashley Wilkes e os muitos outros personagens que habitam a esplendorosa fazenda Tara. Leia a história de amor que já emocionou milhões de pessoas no mundo inteiro, imortalizada na tela pela beleza de Vivian Leigh e o charme de Clark Gable.


Olááá!
Quem acompanha o blog já sabe o quanto amo livros de época; pois bem, essa foi uma das razões que me levaram a ler E o vento levou, apesar dessa história diferir um pouco dos livros do gênero.

Os primeiros capítulos trazem um contexto histórico sobre como se formou a aristocracia norte-americana, narrando a vida de Gerald O'Hara, pai da nossa protagonista. Diferente dos outros romances de época que já li, este não foca apenas no romance, apesar de ser um ponto bem presente durante todo o livro; há um elemento a mais que, no final das contas, deixa a leitura ainda mais interessante: a guerra.

Scarlett O'Hara é a beldade do condado. O gênio difícil aliado ao modo como ela foi criada a transformam numa moça bonita, inteligente (apesar de ignorante em muitos pontos), porém irritante e mimada. Houve vários momentos na leitura que eu ou odiava, amava ou simplesmente não sabia o que pensar dela. Em vários momentos me peguei pensando como Scarlett não sabia de certas coisas, até me dar conta de que aquele era um tempo completamente diferente do nosso, onde o conhecimento era restrito somente aos homens.

Tudo começa numa desilusão amorosa, quando Ashley Wilkes, amor platônico da protagonista, se casa com outra mulher e ela não consegue se conformar com a perda. Ao mesmo tempo, o misterioso Rhett Butler entra em cena e desenvolve algo entre a amizade e o romance com Scarlett. Os dois têm uma relação muito conturbada, o choque entre as duas personalidades e as respostas irônicas e despreocupadas de Butler se tornam o humor, que apesar de bem raso, está presente no enredo.

Em meio a romances, brigas e indecisões, a guerra eclode no sul dos Estados Unidos. O espiríto otimista reinava de tal forma durante as primeiras batalhas, que questionar a competência aristocrata em vencer os "ianques" era visto como um absurdo pela sociedade. Com o tempo (e com as perdas) também, essa esperança se vai e conforme as cidades são invadidas e saqueadas, várias famílias ricas veem seu tesouro reduzido a nada. Scarlett que até então se acomodava em uma zona de conforto pela condição de sua família, percebe que precisa mudar e se habituar a essa nova realidade.

"Portanto, as mulheres farfalhavam suas sedas, riam e, olhando para seus homens com os corações transbordantes de orgulho, sabiam que o amor ficava mais arrebatado em face do perigo, e a morte era mais suave pela estranha exaltação que a acompanhava."

O livro é bem descritivo, o que pode ser ótimo para aquelas pessoas que gostam de imaginar os cenários, e um pouco cansativo para aqueles que preferem a interação entre os personagens. De qualquer forma, E o vento levou é uma leitura maravilhosa para quem gosta de livros do gênero. Eu comprei a versão em livro de bolso, que é mais barata, e o volume 2 do livro já está na minha lista de compras...