Linda Martins, 18, Salvador. Livros (os que leio e os que escrevo), minimalismo, estudos aleatórios e comida definem minha vida. Em constante evolução. Se você for suficientemente observador, verá que esta bio é diferente da bio do ano passado.

ENTREVISTA
Rudson Xaulin

RESENHA
Um beijo inesquecível

AUTORAIS
Baed

11.7.14

[CINEMA] Jogos do Apocalipse

Em uma escola em Jacarta, um professor de filosofia desafia sua classe de vinte universitários a participar de uma experiência. Usando apenas a lógica, os alunos têm que escolher dez entre eles para se refugiar em um abrigo subterrâneo e reiniciar a raça humana, no caso de um apocalipse nuclear. Forçados a tomar impossíveis decisões diante de uma iminente catástrofe atômica, crime, trapaça, sexo e traição se tornam as regras de sobrevivência nesse dramático cenário, levando o público a uma jornada de múltiplas realidades, uma mais intensa que a outra.

Oláááá!
   Então, essa é a primeira vez que faço algo como uma "crítica" de um filme; eu coloquei o termo crítica entre aspas porque isso não é na verdade uma crítica e sim as impressões de uma leiga no assunto. Pois então, o que me levou a escrever esse texto e postá-lo aqui? O fato de que esse é um bom filme, que não se tornou ótimo por alguns errinhos na trama.

Eu assisti "Jogos do Apocalipse" na internet, por acaso, na verdade eu nem estava pensando em ver filme, porém eu li a sinopse e me interessei. A premissa é muito interessante e o longa é perfeito até a metade, bom até quase o final e depois desanda nos últimos dez minutos do filme.

O que você faria se fosse um dos poucos sobreviventes de uma terra completamente destruída por bombas nucleares? Esse é o cenário que o professor de filosofia  Zimit (James D'Arcy) cria para uma experiência com seus alunos no último dia de aula. No ínicio do filme há uns dialogos bem interessantes e vemos rostos conhecidos como o do supracitado James D'Arcy e Bonnie Wright; eu amei a fotografia e o "jogo" feito em sala de aula é tão interessante que dá vontade de fazê-lo com outras pessoas.

O professor pede para os alunos tirarem cartas de uma caixa, cartas essas que vão dizer o que eles são e qual o nível de importância que eles possuem no meio do cataclisma. Como na própria sinopse diz, os alunos precisam escolher dez entre seus vinte colegas que vão para um abrigo subterrâneo durante 1 ano, e consequentemente, sobreviver ao desastre. O interessante das escolhas feitas em cada experiência é que o filme apresenta duas perspectivas, uma completamente racional e outra completamente emocional, deixando que você, caro leitor, escolha qual você acha mais conveniente.



O confinamento de um ano no abrigo não é dos melhores, como se pode imaginar. Todos eles possuem uma imensa responsabilidade de reiniciar a raça humana e reformar a sociedade. Os sobreviventes começam a se questionar sobre suas escolhas anteriores e há um conflito de ideias e crenças entre os personagens, o que gera desavenças e brigas, coisa que, numa situação como essa, pode prejudicar a sobrevivência dos integrantes do abrigo.


Todo o filme é muito bom e inteligente, porém o final mediano e até confuso deixou a desejar. Não vou me aprofundar muito em relação ao desfecho para não soltar os tão temidos spoilers, mas o que eu posso dizer é que a impressão que me deu foi que os produtores se esforçaram tanto no filme inteiro que se cansaram no final e não trabalharam muito bem nele. Apesar de tudo, Jogos do Apocalipse ainda é uma ótima escolha para você que quer uma estória mais original e reflexiva.