Linda Martins, 18, Salvador. Livros (os que leio e os que escrevo), minimalismo, estudos aleatórios e comida definem minha vida. Em constante evolução. Se você for suficientemente observador, verá que esta bio é diferente da bio do ano passado.

ENTREVISTA
Rudson Xaulin

RESENHA
Um beijo inesquecível

AUTORAIS
Baed

17.6.14

[RESENHA] Perdida

Sofia vive em uma metrópole, está habituada com a modernidade e as facilidades que isto lhe proporciona. Ela é independente e tem pavor a menção da palavra casamento. Os únicos romances em sua vida são os que os livros lhe proporcionam. Mas tudo isso muda depois que ela se vê em uma complicada condição. Após comprar um novo aparelho celular, algo misterioso acontece e Sofia descobre que está perdida no século XIX, sem ter ideia de como ou se voltará. Ela é acolhida pela família Clarke, enquanto tenta desesperadamente encontrar um meio de voltar para casa. Com a ajuda de prestativo Ian, Sofia embarca numa procura as cegas e acaba encontrando algumas pistas que talvez possam leva-la de volta para casa. O que ela não sabia era que seu coração tinha outros planos...


Oláááá! 
Quanto tempo, hein?
Vou confessar que li "Perdida" faz um tempão, portanto, talvez eu não me lembre de alguns detalhes da estória. O fato é que todo mundo - pelo menos, eu acho - já pensou em como seria se uma pessoa de séculos passados pudesse ter um vislumbre do século atual ou vice-versa. O livro de Carina Rissi é basicamente assim, porém, com aquele romance fofo que a gente gosta. 

Eu não estava com muitas expectativas para esse livro e as vezes dá a impressão de que é bom começar assim, porque na maioria das vezes você se surpreende e acaba amando o livro. Somos apresentados a Sofia, protagonista, que é um retrato - um pouco exagerado, eu espero - do ser humano no século XXI. Ama e usa todas as tecnologias que a era fornece e perde completamente o controle quando algum aparelho, que até então é descrito por ela como "vital", quebra ou fica uns tempos sem funcionar. 

Quando eu digo acima que eu espero que Sofia seja um retrato exagerado da nossa sociedade, é porque ela é tão dependente da tecnologia que quando um aparelho quebra, ela faz um chilique tão grande que me dava nos nervos. Além de tudo, Sofia era uma pessoa extremamente desorganizada, não apenas em relação ao estado físico do seu apartamento, mas também em relação a sua vida sentimental.

Então, quando estou prestes a arrancar os cabelos com os "mimimis" da protagonista, eis que surge uma mulher misteriosa que - como na própria sinopse diz - vende um celular estranho que a transporta para o século XIX. E é exatamente nesse ponto que a estória começa a ficar interessante. Perdida, como o próprio livro diz, Sofia é encontrada por um belo cavalheiro, Ian Clarke. 

Ian é o tipo de personagem que faz com que a maioria das mulheres caiam de amores. Ele é gentil, respeitador, fofo e trata Sofia, uma completa desconhecida para ele, vale ressaltar, como se fosse uma dama de uma família muito nobre. Sofia e Ian passam por um verdadeiro choque de culturas e as gafes que ela faz nos rendem algumas risadas. 

Há personagens secundários ótimos como a doce irmã de Ian e sua amiga não tão doce, mas que no final das contas, a gente acaba gostando. No meio do livro, quando o romance finalmente se desenrola, há uma reviravolta que nos deixa aflitos para saber qual será o final, final esse que, é claro, não vou comentar absolutamente nada para não estragar a surpresa. Enfim, "Perdida" é um livro fofo, leve e divertido, que apesar de não entrar pros meus favoritos, me rendeu uma maravilhosa leitura.