Linda Martins, 18, Salvador. Livros (os que leio e os que escrevo), minimalismo, estudos aleatórios e comida definem minha vida. Em constante evolução. Se você for suficientemente observador, verá que esta bio é diferente da bio do ano passado.

ENTREVISTA
Rudson Xaulin

RESENHA
Um beijo inesquecível

AUTORAIS
Baed

10.5.14

[RESENHA] Os segredos de Colin Bridgerton


Durante toda a vida, Penelope Featherington foi uma presença quase invisível a que todos conhecem, mas ninguém põe atenção. Foi a todos os bailes da aristocracia de Londres, cada vez mais acostumada ao papel de moça calada, a quem ninguém tira para dançar a não ser pela insistência de alguma piedosa dama. Em seus vinte e oito anos, resignara-se a ser uma solteirona destinada a passar os dias cuidando de sua mãe. Mas de repente, um bom dia, começa a descobrir a força que pulsa em seu interior. Uma força que surpreende a todos, especialmente a Colin Bridgerton, o solteiro mais cobiçado da cidade, que durante toda sua vida considerou Penelope como uma irmã pequena. Mas como sempre acontece, quando se desata uma força longo tempo adormecida as conseqüências podem ser imprevisíveis.

Olááááá!
Então, depois de uns dias sem resenha nenhuma, trago a resenha do quarto livro da série "Os Bridgerton" da Julia Quinn, que dá a impressão de ser um livro meio chatinho e parado depois de toda a emoção e o drama do livro anterior, que, a propósito, vou deixar o link da resenha aqui.

Então, muita gente deve ter tido muitas expectativas em relação a esse livro, por contar a estória do alegre Colin Bridgerton, que é o personagem favorito de muitas pessoas. Esse livro tem uma carga dramática bem menor do que todos os outros livros da série, mas não decepciona e continua sendo uma leitura agradável como toda a série.

Eu acho que boa parte do público feminino se identificou ou ao menos simpatizou com Penelope Featherington. É um sentimento parecido com o que temos em relação a Sophie Beckett, do livro anterior, mas dessa vez é uma coisa mais leve e moderada, aliás, o livro inteiro sugere uma coisa mais leve e moderada, porque os problemas de Penelope são bem menores do que os problemas de Sophie. Enfim, o que provoca essa compaixão no público é o fato de que Penelope é o patinho feio da estória, ela tem inúmeras qualidades e sabe ser inteligente e engraçada, mas muita gente não percebe isso porque está mais interessado ao que vem de fora do que de dentro.

Eu acho que essa é a crítica no livro, não apenas nesse livro, mas como em vários outros romances de época, a futilidade, essa coisa de só se importar com o que está fora que contribuiu com a ruína de muitos casamentos daquela época e inclusive, casamentos atuais. Nós leitores, vemos o quanto a Penelope é subestimada e a gente sabe que ela é capaz e ficamos torcendo para que o Colin finalmente perceba isso.

Colin Bridgerton traz a diversão e o humor ao livro e eu confesso que ri algumas vezes por algumas coisas típicas dele, como por exemplo, falar de comida e estar com fome o tempo inteiro. Mas Colin, assim como Penelope, também é subestimado, mas de um jeito diferente. A sua fama de alegre e engraçado faz com que as pessoas só enxerguem esse lado nele, e o Colin não quer ser só isso. Ele também é inteligente e tem problemas, os dois personagens principais tem essa coisa em comum: São muito mais substanciais do que aparentam ser.

 ''Há mais de você do que vê o olho, Penelope Featherington.''

O livro pode parecer monótomo algumas vezes, mas também nos reserva boas surpresas que é claro que não vou contar aqui e estragar a graça. Temos a sincera e de personalidade forte Lady Danbury, que eu tenho certeza que todo mundo no fundo queria ter uma avó como ela. Temos a irritante e fútil Cressida Cowper, porque não podia faltar uma personagem chata pra gente odiar né rsr. Continuo gostando bastante dessas capas, apesar da minha preferida ser a de "O visconde que me amava". Por que isso soa tão familiar?