Linda Martins, 18, Salvador. Livros (os que leio e os que escrevo), minimalismo, estudos aleatórios e comida definem minha vida. Em constante evolução. Se você for suficientemente observador, verá que esta bio é diferente da bio do ano passado.

ENTREVISTA
Rudson Xaulin

RESENHA
Um beijo inesquecível

AUTORAIS
Baed

5.2.14

[RESENHA] O Duque e eu

O Duque e Eu
Simon Basset, o irresistível duque de Hastings, acaba de retornar a Londres depois de seis anos viajando pelo mundo. Rico, bonito e solteiro, ele é um prato cheio para as mães da alta sociedade, que só pensam em arrumar um bom partido para suas filhas. Simon, porém, tem o firme propósito de nunca se casar. Assim, para se livrar das garras dessas mulheres, precisa de um plano infalível. É quando entra em cena Daphne Bridgerton, a irmã mais nova de seu melhor amigo.
Apesar de espirituosa e dona de uma personalidade marcante, todos os homens que se interessam por ela são velhos demais, pouco inteligentes ou destituídos de qualquer tipo de charme. E os que têm potencial para ser bons maridos só a veem como uma boa amiga. A ideia de Simon é fingir que a corteja. Dessa forma, de uma tacada só, ele conseguirá afastar as jovens obcecadas por um marido e atrairá vários pretendentes para Daphne. Afinal, se um duque está interessado nela, a jovem deve ter mais atrativos do que aparenta.
Mas, à medida que a farsa dos dois se desenrola, o sorriso malicioso e os olhos cheios de desejo de Simon tornam cada vez mais difícil para Daphne lembrar que tudo não passa de fingimento. Agora ela precisa fazer o impossível para não se apaixonar por esse conquistador inveterado que tem aversão a tudo o que ela mais quer na vida.  
Primeiramente devo dizer que não gosto de sinopses enormes que parecem que vão contar o livro inteiro, mas fazer o que né. Digamos que o "O Duque e eu" foi uma leitura meio que por acidente, já que o li em pdf e não estava com planos para lê-lo, pelo menos, não tão cedo. O fato é que este livro me manteu praticamente isolada do mundo por uns 2 dias, simplesmente porque não conseguia desgrudar dele.

O Duque e eu é mais um daqueles romances de época que você sabe exatamente o que acontece no final, mas sempre faz questão de ler porque é leve e divertido. É um livro perfeito para quem quer sair da ressaca ou não quer algo muito substancial e denso. Esses tipos de livro são para relaxar, ler rapidamente, rir das brigas e confusões no decorrer dele e torcer com fervor para o casal principal, mesmo sabendo que eles vão ficar juntos no final.

Daphne Bridgerton é a quarta dos sete (ou seriam oito???) filhos da viscondessa Violet Bridgerton. Devo confessar que amei essa família logo de cara. Todos eles - em especial os três ciumentos irmãos mais velhos de Daphne - são muito divertidos. Dá pra ver que os Bridgerton são bem unidos, o que causa um bom conceito de família, casamento e filhos em Daphne. Não vou entrar em detalhes sobre a personalidade dela, só digo que gostei bastante, só não mais do que a protagonista do segundo livro da série, mas espera, isso é para outra resenha.

Também gostei muito muito do Simon. Já no prólogo somos apresentados à infância que teve, a rejeição do pai pelo fato de ser gago e o ódio que ele vai nutrindo por causa do que passou. Desde então, o ódio tem sido seu combustível para seguir em frente e tomar todas as decisões que tomou. No final das contas, se tornou um homem inteligente, bonito e admirável, só ele que ainda não tinha se dado conta do valor que tinha.

Em alguns momentos do livro, dá uma certa raivinha dele por algumas atitudes suas, mas a gente respira e entende que não deve ter sido fácil ser rejeitado e subestimado pelo próprio pai. Daphne vem para quebrar a tensão, e o principal conflito entre os dois é - como diz a sinopse - a aversão que Simon tem pelo que Daphne mais quer na vida: casar e ter filhos. Confesso que achei lindo ver a mudança dele já nas últimas páginas do livro.

Há personagens secundários tão interessantes como os principais. Nem preciso dizer que amei todos os Bridgerton e o quanto ri das brincadeiras, provocações e ataques de ciúmes entre eles. Tem também a misteriosa Lady Whistledown, a dona de uma famosa revista de fofoca. Creio que sua identidade será revelada no último livro da série. Não vou falar muito sobre, mas, para terminar essa resenha, deixo uma frase dela para vocês:

"Dizer que os homens são teimosos como mulas seria insultar as mulas."