Linda Martins, 18, Salvador. Livros (os que leio e os que escrevo), minimalismo, estudos aleatórios e comida definem minha vida. Em constante evolução. Se você for suficientemente observador, verá que esta bio é diferente da bio do ano passado.

ENTREVISTA
Rudson Xaulin

RESENHA
Um beijo inesquecível

AUTORAIS
Baed

3.7.13

[RESENHA] A menina que roubava livros


   
Esses dias eu terminei de ler A menina que roubava livros, um livro de Markus Zusak, publicado aqui no Brasil pela editora Intrínseca. Foi um livro que eu gostei, mas que também te faz ficar deprimido no final. A estória se passa na Segunda Guerra Mundial, na Alemanha nazista e conta a vida de Liesel Meminger. O livro é narrado em primeira pessoa por nada mais, nada menos do que a Morte. Quem poderia narrar melhor uma estória que se passa num período de guerra do que a Morte? A idéia pode assustar um pouco, mas é legal a forma como a Morte se descreve. Como uma coisa simples e inofensiva. Eis uma citação interessante sobre ela:
   
            "Dizem que a guerra é a melhor amiga da morte, mas devo oferecer-lhe um ponto de vista diferente a esse respeito. Para mim, a guerra é como aquele novo chefe que espera o impossível. Olha por cima do ombro da gente e repete sem parar a mesma coisa: "Apronte logo isso, apronte logo isso." E aí a gente aumenta o trabalho. Faz o que tem que ser feito. Mas o chefe não agradece. Pede mais."

   Pois bem, a morte observa e conta a vida de Liesel, uma garota alemã que perdeu o irmão mais novo e foi "abandonada" pela mãe. Ela então cai nas mãos da família Hubermann e acaba sendo criada por eles. Liesel tem uma paixão especial por livros, depois de ter "furtado" o primeiro livro no dia da morte do seu irmão. O livro é um manual de coveiro e se torna a única coisa que a liga ao irmão morto.
 A menina que roubava livros é um livro super diferenciado. Um dos melhores que já li. O livro é triste e maravilhoso ao mesmo tempo por que conta a realidade de um país em guerra, do quanto as pessoas se deixam levar por palavras. Zusak explora muito toda essa coisa da importância das palavras, o que é muito bom. Além da forma super agradável com que a morte não só se descreve, como descreve a vida de cada um dos personagens. Você vai ficar com raiva do Hitler muitas vezes e mais ainda do quanto os alemães se deixam influenciar por ele. Enfim, foi uma leitura interessante para mim, ver a Segunda Guerra Mundial de um ângulo diferente. É completamente diferente quando se enxerga pela visão de alguém que viveu tudo aquilo. Ainda mais, pela visão de um alemão, o que não é muito comum nos livros. O livro é bom, te faz sorrir e chorar ao mesmo tempo. A menina que roubava livros é mais um daqueles livros perfeitos que mudam sua vida.

Ficha técnica
A MENINA QUE ROUBAVA LIVROS
Autor: Markus Zusak
Editora: Intrínseca
Páginas: 408